De modo geral, as pessoas procuram terapia quando percebem que algo não vai bem — seja nos relacionamentos, na forma de pensar, sentir ou lidar com a própria vida.

1. Questões nos relacionamentos afetivos

É comum buscar terapia quando surgem dificuldades na vida amorosa e nas relações interpessoais, como:

  1. Crenças de desamparo ou desamor;
  2. Dificuldade em lidar com términos, especialmente quando há sofrimento persistente ou sensação de não conseguir seguir em frente;
  3. Dificuldade em elaborar situações de traição;
  4. Desejo de construir ou manter um relacionamento saudável, reconhecendo padrões e dinâmicas que se repetem;
  5. Necessidade de se desvincular de um amor doentio;
  6. Interesse em aprender a amar, desenvolvendo formas mais possíveis de vínculo e intimidade;
  7. Reconhecimento e tentativa de sair de relacionamentos abusivos ou situações de abuso moral e psicológico;
  8. Cansaço diante de joguinhos amorosos ou relacionamentos orbitais, buscando compreender esses padrões;
  9. Interesse em identificar mecanismos de defesa nas relações afetivas;
  10. Dificuldades relacionadas a perdas, abandonos e solidão.

2. Autoestima, identidade e relação consigo

Outras vezes, a busca por terapia está relacionada à forma como a pessoa se percebe e se posiciona no mundo:

  1. Busca por autoconhecimento, questionando valores, escolhas e sentido de vida;
  2. Dificuldade em desenvolver autoaceitação;
  3. Questões envolvendo autoestima e autoimagem;
  4. Busca por autenticidade, tentando viver de forma mais coerente com quem se é;
  5. Sofrimento decorrente de comparações constantes.

3. Sofrimento psíquico e sintomas emocionais

A terapia também pode ser procurada quando há sinais de sofrimento emocional mais intenso:

  1. Presença de ansiedade persistente;
  2. Quadros de depressão em diferentes níveis;
  3. Aspectos relacionados a transtornos de personalidade.

4. Formas de pensar e agir que geram sofrimento

Em muitos casos, o incômodo está na repetição de padrões difíceis de interromper:

  1. Pensamentos distorcidos, obsessivos ou intrusivos;
  2. Ideação suicida, automutilação ou agressividade intensa;
  3. Alterações no sono, como insônia;
  4. Oscilações de humor;
  5. Compulsão alimentar;
  6. Uso abusivo de álcool e/ou outras substâncias.

5. Mudanças pessoais e elaboração emocional

Há também quem procure terapia como um espaço de reflexão e elaboração de aspectos internos:

  1. Dificuldade em lidar com sentimentos difíceis, como inveja, culpa, raiva e ciúme;
  2. Reflexões sobre carência afetiva e dependência emocional;
  3. Necessidade de perdoar e elaborar experiências difíceis;
  4. Dificuldade em lidar com o julgamento do outro, buscando se importar menos com isso;
  5. Reflexões sobre expectativas e ilusões.

6. Trabalho e estresse

O sofrimento também pode estar relacionado à vida profissional:

  1. Dificuldades relacionadas ao estresse no trabalho e à forma como a pessoa se relaciona com suas exigências.

7. Desenvolvimento de habilidades sociais

Por fim, a terapia pode auxiliar no desenvolvimento de formas mais funcionais de se relacionar:

  1. Aprender a dizer não;
  2. Lidar com dificuldades de relacionamento e comunicação;
  3. Expressar sentimentos;
  4. Reconhecer situações de chantagem emocional;
  5. Identificar e expressar sentimentos reprimidos.
Motivos para procurar terapia -  psicóloga sp