Não gostei do Psicólogo. E agora?

 Não gostei do Psicólogo. E agora?

Não gostei do Psicólogo. E agora?

Havia alguém chamado L, que enfrentava seus próprios desafios emocionais e psicológicos. 

Buscando psicólogos para lidar com questões profundas que afetavam sua vida diária, L decidiu procurar um psicólogo pela primeira vez.

No início, L estava animado e esperançoso em relação ao processo terapêutico. 

Encontrou um psicólogo perto de sua casa, mas a dinâmica entre eles não parecia funcionar. 

Sentia que não havia uma conexão genuína ou compreensão adequada de suas dificuldades, então decidiu procurar outro profissional.

Sua segunda tentativa foi mais promissora. 

L sentiu-se mais confortável com o segundo psicólogo e a princípio viu progresso em suas sessões. 

Contudo, ao longo do tempo, percebeu que as abordagens terapêuticas não estavam se alinhando com suas necessidades específicas. 

Ansiava por uma abordagem diferente ou por um foco em áreas específicas de sua vida que não estavam sendo abordadas.

Determinada a encontrar ajuda que realmente o beneficiasse, L buscou um terceiro psicólogo. 

Desta vez, ele sentiu uma conexão mais profunda e uma compreensão mais nítida de suas lutas. 

No entanto, surgiram questões logísticas que dificultavam a continuidade do tratamento, como horários conflitantes ou localização distante.

Compreendendo a importância de uma terapia consistente e acessível, L procurou um quarto psicólogo. 

Embora a abordagem terapêutica fosse excelente e as questões logísticas fossem resolvidas, percebeu que o estilo de comunicação e a personalidade do profissional não eram o que ele esperava.

Essa jornada de L, embora desafiadora, não foi em vão, pois eprcebeu que precisava flexibilizar em alguns pontos.

Cada experiência ofereceu-lhe insights valiosos sobre o tipo de apoio que precisava e sobre as características que seriam mais benéficas em um psicólogo. 

No final, ela encontrou um profissional com quem se conectou profundamente, e essa conexão foi o ponto de virada em sua jornada rumo à cura e ao crescimento pessoal. 

A história de L destaca a importância de persistir na busca por um profissional que se adeque ao seu estilo, necessidades e personalidade para um tratamento terapêutico eficaz.

A Empatia do Psicólogo
  • A relação entre o paciente e o psicólogo é um dos principais fatores que influenciam o sucesso da terapia.
  • Por isso, é fundamental que o paciente se sinta confortável na presença do psicólogo e que haja um bom rapport, ou seja, uma empatia mútua e uma conexão positiva entre os dois.
  • Se durante as sessões de terapia o paciente não sentir que está estabelecendo um bom rapport com o psicólogo, é importante não se acanhar em suspender as sessões e procurar outro profissional. 
  • A terapia é um espaço de confiança e segurança, onde o paciente deve se sentir à vontade para expor suas emoções, pensamentos e sentimentos.
  • Se o paciente não sentir que há um ambiente acolhedor e seguro para se expressar, é possível que a terapia não produza os resultados desejados.
  • No entanto, é importante lembrar que pode ser necessário um tempo para que o rapport seja estabelecido. 
  • Por isso, é recomendável que o paciente faça algumas sessões antes de decidir se o psicólogo é ou não a melhor escolha para acompanhá-lo em sua jornada de autoconhecimento e transformação.

Não gostei do Psicólogo. Devo abandonar o tratamento?

De jeito algum.

Não generalize, por favor.

Se você não está confortável ou satisfeito com o psicólogo, é importante considerar algumas coisas antes de decidir abandonar o tratamento.

  • Comunicação: Tente expressar suas preocupações ou desconfortos ao psicólogo. Às vezes, uma conversa aberta pode esclarecer mal-entendidos ou melhorar a dinâmica terapêutica.
  • Objetivos e Expectativas: Reflita sobre os objetivos iniciais do tratamento e se eles estão sendo atendidos. Se suas expectativas não estão sendo cumpridas, talvez seja útil discutir isso com o profissional.
  • Experiência Pessoal: Considere se o desconforto com o psicólogo está relacionado a diferenças de personalidade, abordagem terapêutica ou se é algo mais específico ao processo de tratamento.
  • Segunda Opinião: Se sentir que não há progresso ou que o relacionamento terapêutico não está funcionando, pode ser útil procurar outro profissional para uma segunda opinião.
  • Autoavaliação: Pergunte-se se os motivos do desconforto são aspectos que podem ser resolvidos ou se são questões mais profundas que realmente inviabilizam a relação terapêutica.
  • Expectativas Realistas: Lembre-se de que encontrar um psicólogo adequado pode levar tempo e várias tentativas. Nem todos os terapeutas são ideais para todas as pessoas.
  • Continuidade do Tratamento: Considere a importância de continuar o tratamento para o seu bem-estar mental. Se não se sentir confortável com o atual psicólogo, buscar um novo profissional pode ser a melhor opção.

Lembre-se de que a relação entre o paciente e o psicólogo é fundamental para o sucesso do tratamento.

Se você sente que essa relação não está funcionando, procurar outro profissional pode ser benéfico para o seu progresso no tratamento psicológico. 

O mais importante é encontrar alguém com quem você se sinta confortável e confiante para trabalhar em suas questões.

Não gostei do Psicólogo. Devo denunciar?


Não é bem assim que funciona. Vamos com calma?

Entedo que é muito frustrante quando não gostamos de algo, ou algo não corresponde as nossas expectativas.

A insatisfação com um profissional de psicologia pode levar algumas pessoas a considerar denúncias aos conselhos regionais da profissão. 

No entanto, Todos cometem erros.

Erros mais frequentes nos atendimentos psicológicos, que não são considerados faltas éticas:

É importante observar que esses erros não são necessariamente considerados faltas éticas, mas podem afetar a qualidade do atendimento. 

Aqui estão 25 erros que os psicólogos podem cometer:

  • Demonstrar cansaço excessivo durante as sessões, afetando a qualidade da interação terapêutica.
  • Trocar o nome do paciente durante a sessão, 
  • diminuir a empatia e o vínculo terapêutico.
  • Esquecer detalhes importantes discutidos anteriormente.
  • Atrasar-se frequentemente para as sessões.
  • Esquecer ou cancelar sessões sem aviso prévio, gerando frustração e interrupção no processo terapêutico.
  • Usar linguagem técnica demais, dificultando a compreensão do paciente.
  • Ser excessivamente direto ou confrontador sem estabelecer uma base de confiança com o paciente.
  • Dominar a conversa durante a sessão, impedindo o paciente de se expressar livremente.
  • Fornecer conselhos sem permitir que o paciente explore seus próprios pensamentos e sentimentos.
  • Falhar em estabelecer objetivos claros ou um plano de tratamento definido.
  • Não atualizar ou adaptar o plano terapêutico conforme necessário.
  • Interromper ou minimizar os sentimentos do paciente.
  • Não demonstrar empatia ou compreensão em relação aos problemas apresentados.
  • Interpretar mal ou julgar precipitadamente as experiências do paciente.
  • Ficar excessivamente pessoal ou compartilhar demais sobre a própria vida.
  • Não se manter atualizado em relação a novas técnicas ou abordagens terapêuticas.
  • Não buscar supervisão ou apoio quando necessário.
  • Não identificar ou reconhecer possíveis contra-indicações para o tratamento.
  • Ignorar feedback ou críticas construtivas dos pacientes.
  • Manter uma postura rígida ou inflexível em relação à abordagem terapêutica.
  • Não estabelecer limites claros entre o profissional e o relacionamento pessoal com o paciente.
  • Não admitir erros ou falta de conhecimento quando necessário.


Embora esses erros não sejam considerados violações éticas, eles podem afetar a eficácia do tratamento e o relacionamento terapêutico. É importante que os psicólogos estejam atentos a essas questões para oferecer um atendimento de qualidade aos seus pacientes.

Além disso é fundamental diferenciar entre um mau atendimento e uma conduta ética inapropriada.

Quando há descontentamento com a abordagem terapêutica, falta de empatia ou falta de alinhamento entre o paciente e o psicólogo, a melhor solução geralmente é buscar um novo profissional que se adeque melhor às necessidades individuais. 

Mudar de psicólogo é uma opção válida para encontrar um atendimento mais compatível e produtivo.

Quando denunciar um Psicólogo?


Entretanto, se houver provas documentais de conduta antiética, como violações claras do código de ética da profissão, abusos, manipulação ou comportamentos inadequados que violem os direitos e a integridade do paciente, pode ser necessário considerar uma denúncia ao Conselho Regional de Psicologia. 

Estas situações são raras, mas exigem uma atenção especial para proteger não só o paciente envolvido, mas também outros indivíduos que possam estar em risco.

É importante ressaltar que os Conselhos Regionais de Psicologia existem para garantir a qualidade e a ética do serviço prestado pelos profissionais. 

De acordo com dados do Conselho Federal de Psicologia do Brasil, entre 2019 e 2020, houve um aumento de 8% no número de denúncias recebidas em relação ao ano anterior, principalmente relacionadas a questões éticas.

Portanto, enquanto a insatisfação com um Psicólogo pode ser resolvida simplesmente trocando de profissional.

A denúncia a um conselho profissional deve ser reservada para casos que envolvam questões éticas ou violações graves do código de conduta da profissão, de maneira documentada legitimamente.

Escrito por:

Psicóloga SP  Maristela Vallim Botari - CRP/SP 06-121677. 

Psicóloga SP  Maristela Vallim Botari - CRP/SP 06-121677.



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1 Comentários

  1. Excelente artigo! Parabéns Maristela Vallim Botari! Importantíssimo alinhar as expectativas sobre a consulta e o processo terapêutico! Gostei da lista de erros, vou estar ainda mais atenta. Gostaria também de pontuar que realizar a anamnese na primeira sessão pode ser bem frustrante para quem está sendo atendido e está buscando por um acolhimento, desabafo, orientação; por isso não realizo e proponho um apoio psicológico nesse primeiro momento (atendimento embasada no modelo de intervenção em crise, de Karl Slaikeu). Atendo somente mulheres, em especial mães de bebês, e considero imprescindível considerar questões de gênero, como socialização da mulher e seus impactos na saúde mental (ex: economia do cuidado, exaustão materna) e ciclicidade feminina (ciclo menstrual, menarca, menopausa, puerpério, entre outros). Mais uma vez, parabéns pela publicação e trabalho humanizado!!! Caroline Lampe Kowalski - Psicóloga Clínica CRP 12/10806

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