Decidi parar a terapia hoje.


Decidir quando parar a terapia é uma escolha pessoal e pode variar muito de uma pessoa para outra. Psicóloga SP Maristela Vallim Botari destaca que, embora não exista um momento único ou definitivo que se aplique a todos, há sinais e considerações que podem ajudar a determinar se é hora de encerrar ou pausar o tratamento.

Quando parar a terapia?

Saber quando encerrar um processo terapêutico não é uma decisão simples — e nem deve ser precipitada. 

A psicoterapia não tem um “prazo fixo”, pois cada pessoa chega com demandas, histórias e tempos internos diferentes. Ainda assim, existem alguns sinais que podem indicar que o processo está caminhando para um possível encerramento.

Um dos principais indicadores é quando os objetivos iniciais foram alcançados. Aquilo que motivou a busca por terapia — seja ansiedade, dificuldades nos relacionamentos, sofrimento emocional ou momentos de crise — passa a ser compreendido e manejado de forma mais consciente.

Outro ponto importante é o desenvolvimento de autonomia emocional. Ao longo da terapia, a pessoa tende a construir recursos internos para lidar com suas emoções, pensamentos e conflitos. Isso não significa ausência de sofrimento, mas sim maior capacidade de enfrentamento.

Também é comum que o paciente perceba uma mudança na forma como se relaciona consigo mesmo e com os outros. Há mais clareza, menos impulsividade, maior tolerância às frustrações e uma sensação de maior equilíbrio interno.

No entanto, é fundamental destacar: parar a terapia não deve ser uma decisão isolada ou impulsiva.

O encerramento idealmente é construído em conjunto com o psicólogo. Esse momento permite:

  • Revisar o percurso feito
  • Reconhecer avanços e limites
  • Elaborar o próprio processo de despedida

Encerrar abruptamente, sem essa elaboração, pode significar interromper um processo ainda em andamento — ou até evitar temas importantes que estavam começando a emergir.

Por outro lado, também é importante compreender que a terapia não precisa ser eterna. Permanecer indefinidamente, sem objetivos claros ou sem movimento, pode indicar a necessidade de reavaliar o processo.

Em alguns casos, a pausa pode ser apenas um intervalo. A pessoa pode retornar à terapia em outros momentos da vida, quando novas questões surgirem — e isso é absolutamente legítimo.


Em síntese

Parar a terapia não é abandonar o cuidado, mas reconhecer um momento de transição.

É quando o paciente se sente mais preparado para caminhar com seus próprios recursos, levando consigo aquilo que foi construído ao longo do processo.

Mais do que um fim, o encerramento da terapia pode ser entendido como um sinal de amadurecimento emocional e de continuidade da vida fora do setting terapêutico.

Psicóloga Maristela Vallim Botari CRP-SP 06-121677

Psicóloga em São Paulo – Maristela Vallim Botari (CRP 06-121677) Com mais de 12 anos de experiência, atuo na área da Psicologia oferecendo atendimentos em psicoterapia a crianças a partir de 10 anos, adultos e idosos, bem como terapia individual e de casal. Minha prática é pautada em uma abordagem humanizada, centrada na pessoa e respeitosa às singularidades de cada indivíduo. Realizo atendimentos presenciais e online, buscando oferecer um espaço terapêutico ético, seguro e acolhedor, voltado ao autoconhecimento, ao desenvolvimento emocional e à qualidade de vida. Acredito na importância do vínculo terapêutico e no cuidado psicológico como um processo construído de forma conjunta, com atenção às necessidades específicas de cada pessoa.

Postagem Anterior Próxima Postagem

Artigos recentes

Carregando artigos...

Agendamento de consultas

Psicóloga sp

Terapia Onlie | Terapia presencial em SP | Crianças | Adultos | Idosos | Casais.

Formulário de contato