Psicóloga na Avenida Paulista

A ética no marketing digital do Psicologo - O que devemos evitar

A ética no marketing digital do Psicólogo -  O que devemos evitar


Este artigo se destina em boa parte para os profissionais de marketing que constantemente nos oferecem seus serviços. 

 

A grande maioria já conhece nossas regras e limitações éticas, mas em um mercado em constante crescimento (tanto na psicologia quanto no marketing), é importante orientar os publicitários que ainda não as conhecem. 

 

Mesmo quando o marketing é terceirizado, a responsabilidade ética permanece sendo da psicóloga ou do psicólogo. 

 

Ainda assim, é importante orientar os colegas publicitários, para que possam alinhar suas propostas às diretrizes da profissão e não invistam seus conhecimentos e recursos em estratégias que não são compatíveis com a prática psicológica. 

A ética no marketing digital do Psicologo -  O que devemos evitar


Como oferecer serviços de marketing para Psicólogos?

Ao trabalhar com psicólogos, é essencial compreender que não se trata de um negócio comum. 

Os serviços devem priorizar informação, orientação e posicionamento ético — nunca persuasão agressiva ou técnicas de venda invasivas. 

O papel do marketing aqui é facilitar o acesso, e não induzir decisões impulsivas.

Limites Profissionais Inegociáveis 

Não utilize avaliações ou depoimentos de pacientes. A Nota Técnica CFP nº 01/2022, do Conselho Federal de Psicologia, orienta que a publicidade não deve ter caráter sensacionalista nem induzir interpretações equivocadas sobre o serviço prestado.  

A ética no marketing digital do Psicólogo -  O que devemos evitar

Uso de depoimentos em sites e redes sociais

Mesmo com autorização, depoimentos podem expor vulnerabilidades, sugerir resultados garantidos e criar uma narrativa persuasiva incompatível com a ética profissional.


 Evite, por exemplo: “Veja o que meus pacientes dizem”, “Antes e depois da terapia”, “Histórias reais de transformação”. 

Evite termos como “melhor psicólogo”, “o mais recomendado” ou qualquer tipo de ranking ou comparação. A Nota Técnica, em consonância com o Código de Ética Profissional do Psicólogo (CEPP), proíbe autopromoção em detrimento de outros profissionais.

 Evite, por exemplo: “O melhor psicólogo da cidade”, “Top especialista em ansiedade”, “Referência número 1”. 

Não proponha campanhas com promessa de resultados ou previsões terapêuticas. A normativa é clara ao vedar qualquer comunicação que sugira garantia de resultado.


Evite, por exemplo: “Livre-se da ansiedade em 4 sessões”, “Cura da xxxxx garantida”, “Resultados rápidos e comprovados”.

Evite estratégias que induzam o público a procurar o serviço de forma apelativa ou manipulativa. O art. 2º do CEPP proíbe indução à demanda.


Evite, por exemplo: anúncios com gatilhos de medo excessivo, como “Se você não tratar agora, sua vida pode piorar”, ou abordagens que pressionem emocionalmente a tomada de decisão.

Não ofereça estratégias baseadas em escassez artificial, urgência ou técnicas agressivas de conversão.
Evite, por exemplo: “Últimas vagas da semana”, “Agenda quase esgotada, corra”, “Garanta sua sessão hoje ou perca a chance”.

Evite sugerir conteúdos que extrapolem a atuação da Psicologia ou misturem práticas de outras áreas sem respaldo. A Nota Técnica reforça que não se deve divulgar atividades que são privativas de outras profissões.


Evite, por exemplo: associar o psicólogo a promessas médicas, diagnósticos fechados em anúncios ou práticas terapêuticas sem respaldo científico.

Não proponha comunicações que desrespeitem diversidade ou induzam convicções. 

A publicidade deve estar alinhada à promoção da dignidade, liberdade e integridade humana.
Evite, por exemplo: conteúdos que reforcem preconceitos, moralizem comportamentos ou direcionem crenças políticas, religiosas ou ideológicas.

 

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