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Psicólogos falam sobre Dependência afetiva

Quando a Paixão vira doença: O Amor Patológico


 

Casal em conflito emocional

Escrito por: Psicóloga Maristela Vallim Botari CRP/SP 06/121677


A paixão intensa costuma ser vista como prova de amor verdadeiro — mas nem toda intensidade emocional é saudável. Em alguns casos, o que começa como encantamento pode evoluir para um padrão de dependência emocional, sofrimento e perda de autonomia. Na psicologia, esse quadro é conhecido como amor patológico ou paixão obsessiva.

Este sentimento desmedido, pode, em certos casos, transbordar para um território reconhecido como desordem psicológica. Isso é conhecido como "amor patológico" ou "paixão obsessiva", onde a intensidade dos sentimentos e a carência afetiva tornam-se prejudiciais à saúde mental.  

O amor patológico ocorre quando o relacionamento passa a dominar o pensamento, o comportamento e o equilíbrio emocional da pessoa. Há medo excessivo de abandono, necessidade constante de validação, ciúme desproporcional e dificuldade de impor limites. Em vez de promover bem-estar, o vínculo gera ansiedade, insegurança e desgaste psicológico.

Diferente de um amor saudável, que preserva a individualidade, a paixão obsessiva tende a produzir relacionamentos tóxicos, tolerância a situações prejudiciais e uma sensação de que não é possível viver sem o outro. Esse padrão está frequentemente ligado à carência afetiva, baixa autoestima e histórico de vínculos instáveis.

Reconhecer os sinais precoces é essencial. A psicoterapia pode ajudar a compreender a raiz desses comportamentos.


Critérios de Identificação:

  • Possíveis critérios de identificação

    Alguns comportamentos e experiências emocionais podem aparecer em relações marcadas por grande intensidade afetiva. Esses sinais não constituem um diagnóstico e nem sempre aparecem juntos ou na mesma intensidade. Em muitas situações, apenas alguns deles estão presentes. Por isso, podem ser entendidos como possíveis critérios de observação, e não como uma lista fixa ou obrigatória.

    Entre os aspectos que podem surgir, estão:

    • Pensamentos constantes e intrusivos sobre a pessoa com quem se relaciona, ocupando grande parte do tempo mental.

    • Medo acentuado de abandono, acompanhado de preocupação frequente com a possibilidade de perda do vínculo.

    • Necessidade contínua de resposta ou validação, como esperar confirmação frequente de afeto ou atenção.

    • Ciúme desproporcional, que pode levar a interpretações recorrentes de ameaça à relação.

    • Dificuldade de estabelecer ou manter limites pessoais dentro do relacionamento.

    • Tolerância a comportamentos que causam sofrimento, mesmo quando são percebidos como prejudiciais.

    • Afastamento de amigos, atividades ou interesses pessoais, com redução do espaço dedicado à própria vida.

    • Sensação de vazio ou inquietação quando está longe do parceiro ou parceira.

    Esses elementos podem aparecer de formas diferentes em cada pessoa e em cada relação. Em alguns casos, surgem de maneira temporária ou em momentos específicos do vínculo. Quando o relacionamento passa por rupturas ou conflitos, essas experiências também podem se tornar mais evidentes.



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Psicóloga Maristela Vallim Botari

CRP-SP 06-121677

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