Psicóloga na Avenida Paulista

Amor = Paixão + intimidade + comprometimento

A Teoria Triangular do Amor: Entendendo a Complexidade dos Vínculos

Falando de Amor na Psicologia 

A psicóloga Maristela em sua prática clínica utiliza a compreensão de Robert Sternberg (1986) sobre o amor , a Teoria Triangular do Amor que segundo este modelo, o amor pleno é sustentado por três pilares fundamentais: Paixão, Intimidade e Comprometimento.

Os Três Pilares do Amor

1. Paixão: O Desejo e a Atração

A paixão refere-se à atração física e ao desejo intenso. Biologicamente, é marcada pelo aumento de dopamina e noradrenalina, o que pode gerar uma redução do senso crítico e pensamentos obsessivos. Quando não correspondida, gera frustração; quando mútua, produz uma sensação de bem-estar indescritível, embora muitas vezes acompanhada pela ansiedade da perda.

2. Intimidade: A Conexão Emocional

Diferente da intimidade erótica, a intimidade emocional é o "desnudar do coração". Envolve a capacidade de ser vulnerável, autêntico e de prever as necessidades do outro. É construída através da escuta ativa e do respeito à individualidade, permitindo que os pares se sintam compreendidos sem a necessidade de máscaras.

3. Comprometimento: A Decisão Consciente

O comprometimento é a escolha diária de investir no relacionamento, mesmo quando os picos de paixão oscilam. É estar presente "na alegria e na tristeza", oferecendo suporte nos momentos de vulnerabilidade e respeitando o tempo e os acordos mútuos.

Amor: Emoção ou Sentimento?

Pesquisas de Barbara Fredrickson (2013) sugerem que o amor pode ser visto como uma emoção — micromomentos de conexão e ressonância de positividade. Pela repetição dessas experiências e pela criação de memórias, ele se consolida como um sentimento maduro. No amor maduro, defeitos são tolerados e a relação torna-se mais pacífica e duradoura, livre de joguinhos emocionais.

Compreender como esses elementos se combinam ajuda a identificar as necessidades do casal e a fortalecer os laços. A psicoterapia oferece as ferramentas para equilibrar esses componentes, promovendo relacionamentos mais funcionais e satisfatórios.

Referências:
FREDRICKSON, B. Amor 2.0. Cia Ed. Nacional, 2013.
STERNBERG, R. J. A triangular theory of love. Psychological Review, 1986.

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