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Oscilações de Humor: "será que eu sou bipolar"?

Oscilações de Humor: "será que eu sou bipolar"?


 

Quando pensar em bipolaridade?

O Transtorno Bipolar é um transtorno do humor descrito tanto no DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) quanto na CID-11 (Classificação Internacional de Doenças).

De acordo com esses manuais, não se trata apenas de “mudar de humor”, mas da presença de episódios bem definidos, com características específicas:

Episódio de Mania (DSM-5 / CID-11)

  • Humor anormalmente elevado, expansivo ou irritável;
  • Aumento significativo de energia ou atividade;
  • Redução da necessidade de sono;
  • Fala acelerada ou pressão para falar;
  • Pensamentos acelerados;
  • Comportamentos impulsivos (gastos excessivos, decisões arriscadas);
  • Sensação de grandiosidade.

➡️ Duração: pelo menos 1 semana (ou menos, se houver necessidade de hospitalização).


Episódio de Hipomania

  • Sintomas semelhantes à mania, porém mais leves;
  • Não causa prejuízo grave no funcionamento;
  • Pode até ser percebido como “fase produtiva”.

➡️ Duração: pelo menos 4 dias consecutivos.


Episódio Depressivo

  • Humor deprimido ou perda de interesse/prazer;
  • Fadiga constante;
  • Alterações no sono e apetite;
  • Dificuldade de concentração;
  • Sentimentos de culpa ou inutilidade;
  • Pensamentos pessimistas ou, em casos mais graves, ideação suicida.

➡️ Duração: pelo menos 2 semanas.


O ponto mais importante: não é sobre rapidez, é sobre intensidade e duração

Um dos maiores equívocos é pensar que bipolaridade envolve mudanças rápidas ao longo do mesmo dia.

➡️ Não envolve.

No Transtorno Bipolar, os episódios duram dias ou semanas, e não horas. Além disso, há um impacto claro na vida da pessoa — nos relacionamentos, no trabalho e na capacidade de funcionamento.


Então por que meu humor oscila tanto?

Muitas pessoas que se questionam sobre bipolaridade estão, na verdade, lidando com outras questões emocionais, como:

  • Ansiedade e preocupação constante;
  • Estresse crônico ou sobrecarga;
  • Dificuldades afetivas, de relacionamento, financeiras, etc.
  • Baixa autoestima; 
  • Estresse no trabalho ou nos estudos; 
  • Sensibilidade emocional elevada;
  • Padrões aprendidos ao longo da vida;
  • Dificuldade em regular emoções.

Essas experiências podem gerar oscilações reais — e intensas —, mas não necessariamente configuram um transtorno do humor.


O risco do autodiagnóstico

Com a popularização de conteúdos sobre saúde mental, especialmente nas redes sociais, termos como “bipolaridade” passaram a ser usados de forma simplificada.

O problema é que isso pode levar a:

  • Identificações equivocadas;
  • Ansiedade desnecessária;
  • Ou até negligência de outras questões importantes.

O diagnóstico, segundo DSM-5 e CID-11, exige avaliação clínica criteriosa, considerando histórico, contexto e padrão dos sintomas.


Quando procurar ajuda?

Vale buscar apoio profissional quando:

  • As oscilações são frequentes ou intensas;
  • Existe sensação de perda de controle emocional;
  • Há prejuízo em relacionamentos ou no trabalho;
  • O sofrimento psíquico está presente;
  • Ou simplesmente existe dúvida e necessidade de entender melhor o que está acontecendo.

Mais importante do que o rótulo é a compreensão

A psicoterapia não parte da pressa de rotular, mas do interesse em compreender.

Oscilações de humor podem ser um sinal — não necessariamente de um transtorno —, mas de que algo precisa ser olhado com mais atenção: sua história, suas relações, suas formas de lidar com frustrações, perdas e expectativas.

Perguntar “será que sou bipolar?” pode ser apenas o começo de uma pergunta mais profunda:

“O que estou sentindo — e o que isso diz sobre mim?”

Conteúdo informativo desenvolvido pela 

Psicóloga SP

Maristela Vallim Botari

CRP-SP 06-121677

sem a finalidade de substituir a consulta psicológica, nem esgotar o tema.

Trata-se apenas de um convite à reflexão



 Se este tema faz sentido pra você saiba como a psicóloga poderia ajudar na compreensão

Na psicoterapia, o trabalho é organizado  para possibilitar a identificação de padrões emocionais e comportamentais que se repetem ao longo da história do paciente e acabam por afetar relacionamentos, autoestima ou bem-estar emocional

Também envolve a análise das circunstâncias em que determinadas reações surgem, incluindo seus contextos e possíveis gatilhos.

São examinadas as formas de interpretação das situações e a maneira como a pessoa se percebe dentro de suas relações

Recursos psicológicos de enfrentamento podem ser explorados dentro do enquadre clínico, assim como questões relacionadas a posicionamento pessoal e clareza interna.

A Psicóloga sp conduz a sessão de terapia de maneira individualizada, considerando a singularidade de cada pessoa e seu ritmo.

Atendimento em Terapia Cognitivo-Comportamental com Acolhimento Humanizado


 

 

Psicóloga SP Maristela Vallim Botari

CRP-SP 06-121677



psicologa sp


Considero como relevantes para a compreensão da pessoa, seus aspectos sociais, culturais e históricos, elementos que compõe a totalidade de um indivíduo.  

Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra cabeça da vida, juntando peças, que aparentemente não fazem sentido separadamente.


Localização e Contato:

Psicoterapia na Avenida Paulista, Bela Vista, SP

Terapia Online e Presencial

Av. Paulista, 2001 – Cj 1911 – 19 andar.

Email: contato@psicologa-sp.com.br | Whatsapp: (11) 95091-1931

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